Enganados por um empregado de mesa

Garçon

Esta história aconteceu ainda no tempo dos escudos e para não estarmos cá com conversões, vai ser contada assim mesmo. E para aqueles que não sabem que Portugal tinha outra moeda antes dos Euros, vá perguntar lá ao Google como é que era, só para não morrer estúpido. Bem, mas voltamos à história e que aconteceu quando três amigos foram a um restaurante para festejar qualquer coisa, nem sei bem o quê, mas também não vem ao caso. O que eu sei dizer é que eram três pessoas a jantar e que a conta deu 30 contos. Dividiram a despesa deram 10 contos cada. Quando o empregado de mesa levou o dinheiro ao patrão, este ao olhar para a conta reparou que se tinha enganado em 5 contos e disse ao empregado que fosse devolver o dinheiro. Só que o empregado era um Chico Esperto e resolveu pôr dois contos ao bolso. Porque assim as contas até eram mais fáceis de fazer! Agarrou nos 3 contos que sobraram e deu mil escudos a cada um dos clientes que agradeceram a honestidade. Passado uns tempos voltaram ao mesmo restaurante e desta vez foram atendidos pelo patrão que lhes pediu imensa desculpa pelo engano de 5 contos, que tinha cometido da última vez que lá estiveram. Mas eles não se lembravam de nenhum engano de 5 contos, mas sim de um engano de 3 contos e chamaram o empregado à atenção. Quando se sentaram os 5 à mesa chegaram à conclusão que não tinha havido nenhum engano de 5 contos, nem de 3 contos, mas sim de apenas mil escudos! Passo a explicar: “A conta era de 30 contos. Deram 10 contos cada. O patrão dá 5 contos para devolver aos clientes. O empregado mete 2 contos ao bolso e dá mil escudos a cada um. Logo cada cliente pagou 9 contos (10-1=9)! Se cada um dos 3 clientes pagou 9 contos (o que faz um total de 27 contos) e o empregado meteu ao bolso 2 contos de réis (total de 29 contos), onde raio é que estão os mil paus que faltam?”.

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